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sábado, 25 setembro 2021

Atriz Lafaietense Wilma Henriques morre aos 90 anos em Belo Horizonte

Atriz Wilma Henriques morre aos 90 anos em Belo Horizonte

Wilma estava em uma casa de repouso na capital mineira e faleceu por causas naturais neste domingo (18/4)


Morreu, na tarde deste domingo (18/4), aos 90 anos, Wilma Henriques. A atriz, considerada a primeira-dama do teatro de Minas Gerais, estava em uma casa de repouso em Belo Horizonte e faleceu por causas naturais.

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A informação da morte de Wilma foi confirmada ao Estado de Minas pelo dramaturgo Jair Raso. Emocionado, Raso disse que a atriz chegou a fazer quatro peças dele. Nas redes sociais, ele compartilhou o último trabalho da artista nos palcos: Espelho. Nas cenas, Wilma Henriques resumiu sua paixão.Continue sempre bem informado.Assine o Estado de Minas
“E assim, nós dois, trocando juras de amor, numa noite que nunca acaba somos um só coração que bate feliz, feliz até morrer”, disse, na ocasião.


Desde 2015, Wilma estava hospedada em uma casa de repouso no Bairro Planalto, na Região Norte de BH. Ela, que morava em um apartamento no Bairro Floresta, na Zona Leste da cidade, se mudou para o novo local após sofrer uma queda em sua casa. A artista acabou fraturando o fêmur esquerdo e passou por cirurgia.
Pouco antes de ir para o novo local, Wilma disse ao Estado de Minas que queria levar alegria para a casa de repouso.

 Informações sobre velório e sepultamento da atriz ainda não foram divulgadas. 

TRAJETÓRIA  

 Destacou-se nas montagens de “Há vagas para moças de fino trato”, “A prostituta respeitosa”, “Dona Beija”, “As mulheres que se odeiam”, “Velório à brasileira”, “Fala baixo senão eu grito”, “Navalha na carne” e “A dama das camélias”, entre outras. No cinema, atuou em “O menino e o vento”, “O vestido” e “A mulher que sabia demais”, “Ela e os homens” e “Vinho de rosas”. Atuante em associações de classe, Wilma lutou para o reconhecimento da profissão de atores e atrizes. Em 2012, a atriz emocionou o público com a peça autobiográfica “A dama desnuda”, escrita por Renato Millani e dirigida por Carluty Ferreira. Contracenava com a jovem atriz Patricia Thomas. “É uma comédia, antes de tudo. É a primeira vez que trabalho com algo assim: participar de um projeto que tem a ver comigo. Mexe muito com as nossas memórias e emoções”, revelou.

  Em 2015, ela fechou seu apartamento na Floresta e se mudou para uma casa de repouso na Floresta, depois de fraturar o fêmur. Mas avisou, em reportagem do Estado de Minas, que não abandonaria o ofício. “Quero levar alegria para lá”, afirmou, referindo-se à Casa Lar Viver Melhor. Wilma dizia que a vontade de ser atriz surgiu quando, ainda menina, entrou no tradicional Cine Brasil (hoje Cine Theatro Brasil Vallourec), na Praça Sete. Subiu pela primeira vez num palco no Colégio Santa Maria, onde estudava, no papel de Joana D’Arc. Nascida em Conselheiro Lafaiete, em 1931, Wilma Henriques se mudou para Belo Horizonte com a família quando tinha 2 anos. Perdeu o pai aos 14, enfrentou a resistência da família, que não aprovava sua decisão de se tornar atriz, profissão vista com preconceito nos anos 1950. Para ajudar a mãe, foi secretária e datilógrafa do Sesi-MG.

Fonte:Estado de Minas

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