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segunda-feira, 27 setembro 2021

Carnaval do Rio e São Paulo pode ter data alterada

Carnaval 2021: Liga de SP quer desfiles das escolas de samba em maio ou julho

De acordo com o presidente da entidade, Sidnei Carriuolo, sugestão de adiar festa será levada para Prefeitura de SP e precisa ser definida imediatamente, para que as escolas se prepararem a tempo de garantir o desfile, caso ele aconteça.18/07/2020.

A Liga das Escolas de Samba de São Paulo vai propor à prefeitura uma nova data em maio ou julho para a realização do carnaval 2021. O presidente da Liga, Sidnei Carriuolo, irá se reunir na próxima segunda-feira (20) com os representantes das escolas de samba do Grupo Especial e de Acesso para definir a data do adiamento devido a pandemia de coronavírus. No entanto, caso a Prefeitura de São Paulo não aceite a proposta, o carnaval do ano que vem pode ser cancelado.

“Ou cancelamos ou adiamos, mas uma coisa é certa: as autoridades estão cancelando e dependemos deles. Não vamos contra o clamor público, vivemos de aglomeração, como vamos resolver? Vamos propor uma nova data, ver se a prefeitura aceita ou faremos o cancelamento definitivo”, afirmou ao G1.

De acordo com Sidnei, a decisão precisa ser tomada agora para as escolas se prepararem a tempo de garantir o desfile. Mas, mesmo assim, o público pode esperar um carnaval diferente de anos anteriores, caso ele aconteça.

“Carnaval nos mesmos moldes de costume é impossível, já pensamos em adaptações. O que toma muito tempo e suporte financeiro é o preparo de fantasia e alegoria”, afirmou.

O prefeito Bruno Covas (PSDB) afirmou que o carnaval de rua leva menos tempo para ser organizado e que tem conversado com as escolas de samba sobre o adiamento dos desfiles.

“Nós continuamos a dialogar com as escolas de samba, que são também as organizadoras do evento, com outras cidades no Brasil, para tentar tomar uma decisão conjunta com relação à possibilidade de adiamento e qual seria a nova data da realização do carnaval. Na nossa cidade, nós temos também o carnaval de rua, que requer uma organização em um prazo menor do que o carnaval no sambódromo. Em torno de dois ou três meses a gente consegue organizar o carnaval de rua. Mas, para a realização do carnaval no sambódromo, [é necessário] pelo menos seis meses entre a preparação dos carros alegóricos e os ensaios que as escolas fazem”, disse o prefeito.

A declaração foi dada nesta sexta-feira (17) durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, na Zona Sul de São Paulo.

Adiamento por causa de pandemia
Escolas de samba e organizadores do carnaval de rua de São Paulo defendem adiamento do carnaval por conta da pandemia de Covid-19. O governador João Doria (PSDB) disse na tarde desta quarta-feira (15) que megaeventos como Réveillon e carnaval só deverão ser celebrados com a criação da vacina contra o coronavírus.

“O Brasil está prestes a alcançar dois milhões de casos confirmados e 316 mil mortes. É a maior tragédia da história desse país em qualquer tempo. Não há nada a celebrar, não há nada a comemorar. E muita atenção àqueles que diante de um quadro como esse ainda querem fazer atividades festividades de Ano Novo ou de carnaval. Nós não temos que celebrar nem Ano Novo, nem carnaval diante de uma pandemia. Apenas com a vacina pronta e aplicada, e a imunização feita, é que podemos ter celebrações que fazem parte do calendário do país, mas neste momento, não!”, afirmou Doria.

No Rio de Janeiro, ficou para setembro a decisão sobre o carnaval do ano que vem. As escolas de samba do Grupo Especial se reuniram na noite de terça-feira (14) com representantes da Liga Independente (Liesa) e foram unânimes em um ponto: não dá para ter desfile enquanto não existir uma vacina contra o coronavírus.

Das 12 escolas do Grupo Especial, 8 já divulgaram os enredos para o carnaval de 2021.Os barracões estão parados. Só continuam sendo feitos os trabalhos feitos a distância, como a sinopse e os desenhos das fantasias e de carros alegóricos.

O cenário ainda é de incerteza e uma nova reunião foi marcada para setembro para reavaliação da situação. O presidente da Liesa, Jorge Castanheira, comentou sobre os desfiles na Sapucaí:

“Só imaginamos ter o desfile das escolas de samba em fevereiro se houver uma vacina. Se não houver a vacina nós não temos como fazer esse evento com aglomeração. Carnaval é isso. O jogo de futebol pode acontecer sem plateia, a Fórmula 1 pode acontecer sem plateia, mas os desfiles das escolas de samba não podem acontecer sem aglomeração dos desfilantes ou de quem tá assistindo”, disse Castanheira.

Fonte: g1.globo.com

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