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sábado, 25 junho 2022

Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos de MG tem resposta altura do Secretário de Justiça e Segurança de MG

GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública
Gabinete do Secretário
Ofício SEJUSP/GAB nº. 63/2021


Belo Horizonte, 03 de novembro de 2021.
Ilmo Senhor
Robson Sávio Reis Souza
Presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos de MG
Avenida Amazonas, nº 558 – 3º andar – Centro
CEP 30180-001 – Belo Horizonte/MG
Assunto: Resposta ao Ofício CONEDH-80A/2021
Referência: [Caso responda este Ofício, indicar expressamente o Processo nº 1480.01.0008628/2021-14].


Ao chegarem no local, os policiais foram imediatamente identificados pelo grupo, que deu início aos disparos com suas armas de fogo, tendo sido repelidos pelas forças de segurança, que agiram nos exatos limites da legítima defesa. Nesse
Ofício 63 (37451610) SEI 1480.01.0008628/2021-14 / pg. 1

O confronto, felizmente, nenhum policial veio a se ferir. Causa-nos espécie a insinuação levada a efeito no referido ofício, acerca da “eliminação” dos suspeitos, como se não tivessem atacado as forças de segurança, que tão somente repeliram a injusta agressão.
Para que se tenha uma ideia aproximada de como esse grupo criminoso atua, seria de bom alvitre que V. Sa. assistisse a reportagem constante do seguinte

Seria de extrema valia, ainda, que os representantes do CONSEDH,( Conselho dos Direitos Humanos) numa outra oportunidade, deixando de lado teorias meramente acadêmicas, participassem de uma dessas operações especiais, para entenderem, como observadores, a realidade dos fatos, de forma a testemunharem que esses criminosos optam pelo
confronto armado, ao invés de se entregarem à polícia.
Só a título de ilustração, o Estado de Minas Gerais reduziu drasticamente o número de ocorrências dessa natureza, caindo de 252 no ano de 2016, para 5 no
corrente ano. Isso se deve à ação integradas das inteligências de todas as polícias, que atuam conjuntamente no combate à criminalidade.


Para nós da segurança pública, ao contrário da sugestão presente na redação do mencionado ofício, uma ação bem sucedida é aquela na qual é evitada a
prática de crimes, sem que qualquer de seus agente saia ferido ou morto. O confronto depende única e exclusivamente dos criminosos, aqui gentilmente
chamados de “suspeitos” por V. Sa., mesmo que com a organização criminosa tivesse sido encontrado um verdadeiro arsenal de guerra, a saber:

  • ARMAMENTOS: 1 Fuzil .50; 2 Fuzil 7.62/39; 14 Fuzis 5.56; 3 Cal .12; 3 PT
    Taurus .380; 1 PT Smith Wesson 9mm; 2 PT Golck G17 9 mm / 1 com kit rajada; 2 Kit
    Roni
  • MUNIÇÕES:
  • 60 Munições .50; 2916 Munições 5.56; 991 M
    7.62; 470 Munição 9 mm; 163 Munição .380; 123 Munições cal .12; 130 Munições
    cal.44; 206 Munições Cal.25
    Total: 5.059 Munições*
    3 Carregadores .50; 77 Carregadores 5.56; 19 Carregadores 7.62; 6
    carregadores de .380; 10 carregadores de 9mm; 1 Carregador .40; Total: 116
    Carregadores
  • MATERIAIS DIVERSOS: 40 kgs de explosivos; 22 capas de coletes; 12
    calças táticas; 10 blusas táticas; 1 capacete balístico; 5 balaclavas; 6 chapéu
    táticos; 12 pares de colete balístico; 6 pares de joelheira; 12 galões de gasolina de 18 litros; 4 galões de diesel 100 litros; 7 rádios comunicadores; 7 caneta laser; 1
    Martelete; 3 lanternas
  • CARRETA PARA FUGA
    Ofício 63 (37451610) SEI 1480.01.0008628/2021-14 / pg. 2

Aproveitando o ensejo, e considerando a justa preocupação de V.Sa., indagamos se alguma medida foi tomada por esse E. Conselho com relação ao Policial Militar Cabo Marcos Marques da Silva, morto na cidade de Santa Margarida em julho de 2017, após tomar um tiro de fuzil quando da fuga dos criminosos que ali praticaram o Novo Cangaço? A família do referido policial foi, de alguma forma, assistida pelos senhores? Em caso positivo, qual foi a medida tomada para abreviar o sofrimento daqueles que perderam um ente querido? Queremos crer que a preocupação do Conselho não seja seletiva, e que não limite o conceito de direitos humanos somente à ação de criminosos.
Vale lembrar, ainda, que durante o episódio em Varginha, a perícia foi imediatamente acionada, tendo os médicos legistas da PCMG sido encaminhados,
também, para a cidade, a fim de verificar e trasladar os corpos com maior rapidez possível para a cidade de Belo Horizonte.


No momento, dos 26 mortos em confronto, 19 já foram devidamente identificados, sendo que a maioria deles é portadora de significativa ficha criminal.


Assim, essas eram as informações que nos competiam.

Atenciosamente,
Rogério Greco
Secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública

Redação Site:

Os direitos humanos não seriam para humanos direitos”,ou para bandidos? “direitos dos manos”, “bandido bom é bandido morto”, “por que vocês não visitam as famílias das vítimas?”, dentre outros, proferidos não só por agentes da segurança pública, mas também pela maioria da população. Agora, questionarem ação da Força de Segurança do Estado, que tirou de circulação 25 Bandidos,sabe-se lá quantos crimes estes bandidos não cometeram. Porque o Conselho dos direitos Humanos só aparecem quando morre bandidos? Nossa direção parabeniza a todos Militares envolvidos nesta ação.

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