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Conselheiro Lafaiete
terça-feira, 19 outubro 2021

Pandemia inflaciona custo da construção civil em Minas

Na contramão do custo de vida medido pelo IPCA, metro quadrado de obras fica mais caro no estado. Preço do tijolo sobe até 80%


Boom na construção civil, aumento de preços nos materiais usados muito acima do índice inflacionário. Esse é o panorama vivido pelo setor, decorrente do incremento de reformas e ampliações, principalmente residenciais, durante o período da pandemia do novo coronavírus constatado por reportagem do Estado de Minas na semana passada.

Enquanto a inflação do início da pandemia – março – até julho foi próxima de zero, integrantes do setor afirmam que houve um aumento geral de todos os itens utilizados na construção civil, que varia de 10% a 20%. O “campeão” da elevação de preços é o tijolo, que nos últimos dias ficou até 80% mais caro e desapareceu dos depósitos em algumas regiões, como o Norte de  Minas. O Sindicato da Indústria da Construçao Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG) informa que, de março a julho, o Custo Unitário Básico (CUB) por metro quadrado da construção, calculado pela entidade,  subiu 1,02%. Essa alta é justificada, em sua maior parcela, pelo incremento no custo com materiais de construção, que, no mesmo período, registrou elevação de 3,32%. Por outro lado, ressalta a entidade, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador  geral da inflação no país, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica (IBGE) nesse mesmo período, ficou praticamente estável (-0,002%).


A assessora econômica do Sinduscon-MG, Ieda Vasconcelos, explica que o custo dos materiais  é apenas um dos componentes do CUB na construção civil, que compreende ainda a mão de obra, despesas administrativas e gastos com aluguel de equipamentos. A economista salienta que, no cálculo do CUB, o ítem “material” é composto por 26 “famílias”, nas quais estão distribuídos mais de  produtos. “Devemos lembrar que o cálculo é feito não somente com  materiais básicos como areia, cimento e brita, mas todos os produtos usados ao longo de toda construção, até o acabamento”, diz Ieda Vasconcelos.
“Em relação ao peso dos insumos dentro do indicado, é preciso destacar que ele varia de acordo com a característica de cada empreendimento”, observa a economista. Assim, considerando, por exemplo,  uma residência multifamiliar, o peso do cimento no custo com material de construção é de cerca de 4%. “Já  o  peso do bloco cerâmico (tijolo)  para alvenaria de vedação, também dentro do custo com material de construção, é de 10%”, completa a especialista.  Na prática, o tijolo corresponde a 10% do custo da  parte de alvenaria, que por sua vez, representa 10% do custo total de obra multifamiliar.

Contratos

Conforme o presidente do  Sinduscon, Geraldo Linhares,  desde o inídio da pandemie até agora, os insumos da construção civil que mais subiram de preço foram o aço, cimento, cabos elétricos, PV e tijolo. “O aumento dos preços dos materiais pressiona o custo da obra em relação à venda, prejudicando a lucratividade prevista pelas empresas. Mas, pior que a alta de preço é o desabastecimento e a demora na entrega dos produtos”, afirma Linhares.


O dirigente do Sinduscon destaca que o aumento de preços dos  materiais trouxe dificuldade para os construtores que fazem vendas antecipadas de imóveis com os preços pré-fixados, por por meio de financiamentoss. “Os contratos de venda de apartamentos firmados entre as construtoras e os compradores, especificamente os produtos econômicos (Minha casa Minha vida) e standard financiados por agentes financeiros, são fixos e irreajustáveis. Portanto, não cabem alinhamentos de preço”, comenta Linhares. Ele afirma que outro segmento “que está sendo bem impactado com esses preços abusivos”  é o setor de obras industriais e corporativas, que tem contratos firmados com grandes empresas do setor de mineração e também trabalham com o preço fixo e irreajustável pelo período de um ano.

Dono de uma grande revenda de produtos para construção civil em Montes Claros, o empresário Rogério Soares Rocha afirma que a escassez de materiais no setor é tamanha que há indústrias fazendo vendas para a entrega somente no fim do ano.  Essa situação, segundo ele, ocorre no fornecimento de materiais hidráulicos.  O comerciante disse que a falta de  materiais hidráulicos ocorre porque praticamente só existe no país uma fornecedora de resina de PVC, principal matéria-prima da produção de tubos e conexões. Esse produtor teria direcionado produção para o mercado internacional e aumentado os preços internos em até 35%. Fonte:uai

ferragem para construção

Redação: Já em Conselheiro Lafaiete, vários matérias de construção, estão em falta de tijolos para pronta entrega, segundo apuramos os empresários estão tendo muita dificuldades para comprarem das empresas de cerâmicas, só conseguem por agendamento, que pode levar até mês para receber os tijolos.

foto: cerâmica na produção de tijolos

Os empresários do ramo de matérial de construção reclamam também, dos aumentos absurdos e abusivos que tiveram as ferragens e principalmente fios elétricos que tiveram mais de 25% nestes dois meses.

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