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Conselheiro Lafaiete
domingo, 26 setembro 2021

Término da intervenção do Hospital Bom Jesus trás preocupação em Congonhas

Nota de esclarecimento de Dr.Magno Evangelista, enviado por um internauta que pediu para publicar, sobre o término da intervenção no Hospital Bom Jesus!

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Nos termos do ajuste firmado pelas partes interessadas, nos autos de ação própria, conforme ata abaixo, a partir da intervenção promovida pela Prefeitura de Congonhas, na Associação Hospitalar Bom Jesus, foi definida a extinção da referida intervenção em 04 de março do corrente e o início da Intergestão em 05 de março também do corrente. Nada de novo, exceto pela denominação da Comissão que de Interventora passou Intergestora. Troca de 6 por meia dúzia. Por que, indagaria os incautos? Respondo eu: porque a situação financeira atual da Associação Hospitalar é muito pior do que aquela encontrada em abril de 2014, ocasião do ato inicial da intervenção. Só para se ter uma ideia, isso segundo o Sr Gláucio Ribeiro, Controlador Geral da Prefeitura de Congonhas, em Janeiro de 2021, a receita da Associação Hospitalar foi de pouco mais de 2 milhões e a despesa superior a 2,4 milhões. Portanto, só no mês de janeiro de 2021 o déficit foi de 400 mil reais. Além disso, segundo o Sr Marco Aurélio, um daqueles que atuou como Interventor, em recente entrevista veiculada pela rádio Congonhas, o mesmo anunciou que o déficit da Associação Hospitalar em 2020 foi na ordem de 2,5 milhões de reais, algo em torno de 200 mil reais por mês.

Neste contexto, provado e comprovado que a dependência financeira da Associação Hospitalar dos cofres da Prefeitura de Congonhas é cada vez maior e se evidencia, dentro do atual modelo, eterna.

Para continuar nos exemplos, a Associação Hospitalar registrou no seu quadro de pessoal, no mês de fevereiro de 2021, 325 trabalhadores sob o regime celetista, cujo investimento exigido mensalmente para suportar essa demanda é da ordem de 550 mil reais.

Acrescente_se a esse quadro de pessoal celetista outros tantos profissionais da área médica contratados sob a forma de “Pessoa Jurídica”, cujo custo mensal é muito maior.

Com isso, tenho que o resultado da Intergestao será o esvaziamento dos serviços ofertados no âmbito do Hospital Bom Jesus e retorno desses para o ambiente da Upa e das demais estruturas sob a gestão direta da Prefeitura de Congonhas.

Se interessa saber, a receita estimada para a Secretaria Municipal de Saúde de Congonhas só para este ano de 2021 é superior a 121 milhões de reais e estão vinculados ao seu quadro de pessoal mais de 900 servidores públicos.

Conste ainda, mesmo porque ninguém desconhece, que o projeto redentor para a área de saúde defendido pelo Prefeito de Congonhas é aquele encabeçado pelo Instituto ProVida, o qual não abarca as ações desenvolvidas dentro do Hospital Bom Jesus.

Por fim, a minha participação nesse debate se limita a uma assistência que presto ao senhor João Vicente, pois, não fui membro da Comissão Interventora e nem serei membro da Comissão Intergestora, visto que não sou membro da Associação Hospitalar, não sou membro do corpo clínico do Hospital Bom Jesus e nem sequer indicado pelo Prefeito de Congonhas para compor a citada Comissão.

Assim, cumpre_me vigiar e informar tudo aquilo que conheço e que se faz com o dinheiro público. É um mero exercício da cidadania.

Faça você também a sua parte!

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