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segunda-feira, 27 setembro 2021

Congonhas desiste de construir estádio após gastos de R$ 243 mil

Congonhas desiste de construir estádio após gastos de R$ 243 mil

Administração Dr. Cláudio Dinho mandou parar obra na cidade que já gastou

A cidade de Congonhas, na região Central do Estado, suspendeu um contrato milionário assinado em agosto do ano passado para a construção de um estádio de futebol. 

Com o valor de quase R$ 5 milhões, a licitação chancelada pelo então prefeito Zelinho (PSDB) permitia a “contratação de obras e serviços da construção do campo de futebol, com fornecimento de materiais e mão de obra, na rua Jair Pereira Toledo, bairro Jardim Profeta, no município”, mas acabou barrada pela gestão atual de Dr. Cláudio Dinho (MDB) por falta de infraestrutura do local escolhido. 

Segundo dados repassados pela própria prefeitura, foram gastos até agosto deste ano R$ 243.779,49 na empreitada. Por meio de nota, a gestão de Cláudio Dinho argumentou que a decisão de suspensão foi devido a “fatores técnicos não percebidos ou desconsiderados na elaboração do projeto”. 

Entre os pontos citados pela prefeitura, estão a via de acesso incompatível com o público previsto. O Executivo alega que a rua Jair Pereira Toledo “não comportaria parte do público”, além de não ser viável o alargamento da via porque em uma lateral tem a linha férrea e na outra o rio Maranhão. Pela proximidade fluvial, a rua também está em uma área de inundação.

Outro ponto abordado foi quanto às áreas de estacionamento, que têm dimensões reduzidas, não comportariam os veículos e os ônibus não conseguiriam realizar manobras. Atletas e torcedores não teriam acesso independente pela obra prevista. Já em casos de dispersão do público por alguma emergência, o projeto não contemplava saídas em segurança, além da dificuldade de acesso de viaturas de socorro. 

Os quase R$ 250 mil gastos até o momento foram empenhados em estrutura de concreto, instalação de obra, escavação, instalações de água, pisos, esgoto sanitário, coleta de água da chuva, mobilização e desmobilização (proporcional aos serviços executados), drenagem do campo e administração local. 
Com a suspensão do contrato, a ideia da prefeitura atual é recuperar as margens com obras de recuperação ambiental, além de realizar estudos de viabilidade técnica para a destinação da área. 

Quando assinou o contrato em meados do ano passado, o então prefeito tucano disse que a obra era reivindicada há muito tempo e que o espaço sediaria o primeiro estádio do município, com arquibancada para 3.000 pessoas, iluminação e um pista de atletismo.Fonte: O Tempo

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